domingo, 25 de junho de 2017

Joalharia Contemporânea na Iberoamérica

Inaugura já na próxima segunda-feira, dia 26 de junho, a exposição " Vinte e Três. Joalharia Contemporânea na Iberoamérica" organizada pela PIN, no âmbito da " Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017". 
Mais em: http://lisboacapitaliberoamericana.pt/pt 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Kt- O quilate do ouro


Para avaliar uma peça em ouro temos que aferir qual a sua pureza. A mesma é expressa pelo número de partes de ouro puro que compõem a barra, pepita, moeda ou jóia. O ouro de um objeto com 18 partes de ouro, tem 6 partes de 'liga', constituída por outros metais, sendo que as 18 partes são de ouro puro, de 999,9 milésimas ou 24 quilates/ kt. Os elementos da 'liga' geralmente adicionados ao ouro podem variar em função da cor ou do ponto de fusão desejados ou valor que o mesmo possa ter. Os metais mais comuns, usados nas ligas do ouros são: cobre, prata. Nas ligas das soldas pode aparecer: zinco, níquel e cádmio, sendo os dois últimos proibidos. Existem também as ligas de ouro branco, que é usado o paládio, deixando a liga esbranquiçada, mas o ouro branco no processo final de acabamento é submetido a um banho de ródio, outro metal, tornando-se assim mais acinzentado. 
O ouro puro é impossível de usar pois torna-se muito maleável, mas há países como a Índia que usam o ouro com pouca liga, tornando-se mais puro e valioso do que no resto da Europa. 

Exemplos de relação de ouro e puro com liga, definido por quilate/kt.
-24kt-ouro puro = 24 = 99.99% de ouro
-22kt-ouro puro = 22 partes de 24 = 91.6% de ouro, também chamado de ouro de 916 milésimas, usado na cunhagem da maioria das moedas.
-20kt-ouro puro = 20 partes de 24 = 83.3% de ouro, também chamado de ouro de 833 milésimas.
-19.2kt- ouro puro = 19.2 partes de 24 = 80.% de ouro também chamado de ouro de 800 milésimas, usado particularmente em portugal. 
-18kt- ouro puro = 18 partes de 24 = 75.% de ouro também chamado de ouro de 750 milésimas, usado em joalharia.
-16kt- ouro puro = 16 partes de 24 = 66.6% de ouro também chamado de ouro de 666 milésimas, usado em joalharia.
-14kt- ouro puro = 14 partes de 24 = 58.3% de ouro também chamado de ouro de 583 milésimas, usado em joalharia.
-12kt- ouro puro = 12 partes de 24 = 50.% de ouro também chamado de ouro de 500 milésimas, usado em joalharia.
-10kt- ouro puro = 10 partes de 24 = 41.6% de ouro também chamado de ouro de 416 milésimas, usado em joalharia.
-9kt- ouro puro = 9 partes de 24 = 37.5% de ouro também chamado de ouro de 375 milésimas, usado em joalharia.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Hand book to foreign hall marks on gold and silver plateHand book to foreign hall marks on gold and silver plate

Um livro muito interessante de Cristopher Alexander Markhader, publicado em Londres em 1898. Apresenta os teores das ligas e alguns exemplos de contrastes de vários países. 
Fonte: Hand book to foreign hall marks on gold and silver plate. (With the exception of those on French plate) Containing 163 stamps

Colar Gótico Francês


Colar Gótico Francês do séc. XV, com doze medalhões c. 1400, Paris. Em ouro com esmaltes policromos, com elementos vegetalistas, flores e folhas, cravejados com pedras preciosas e pérolas naturais e ao centro uma figura feminina. Restauros, adições posteriores de amarração de pérolas. Exposto no Museu de Arte de Cleveland, um dos maiores museus dos Estados Unidos, localizado em Cleveland, Ohio, com um acervo de mais de 43 mil peças, fundado em 1913.

Fonte: http://www.clevelandart.org/art/1947.507?search_api_views_fulltext=jewelry&created_date_op=%3D&created_date=&between_start=&between_end=&page=2&f[0]=field_collection:836&collection_search_query=jewelry&year_operator=1&year=&year_era=1&year_end=&year_end_era=1&op=search&form_build_id=form-QYNW8tv_U4mLn8KHWarPdDvqDxXA9u1xEby0jvPRkd4&form_id=clevelandart_collection_search_form

terça-feira, 6 de junho de 2017

Belas peças de Catalogo



Bela caixa oval de rapé em ouro gravado, tampa articulada com retrato em miniatura sobre marfim de Frederico Augusto III que foi Rei da Saxônia de 1904 até à sua Abdicação, em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial.  O retrato é atribuído ao miniaturista saxónico, Court Christian Gottlian Gottlied Doist (1740-18814). A caixa com 8,8cm, contem aplicação de embutidos de placas de quartzos entalhadas e fixadas no enxaquetado, com esmaltes policromos, e inscrição no rebordo interior da caixa. A sua venda está a cargo da leiloeira Sothby's pelo valor base de 474.000- 715.00 € e aparece referenciada no catalogo em anexo. (nas pp. 172,177)  

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Avaliador Oficial Certificado


AVALIADOR OFICIAL - Perito Credenciado pela INCM para fazer avaliações com o fim de partilhas, entidades publicas e seguradoras. Associado da APOINCM- Associação dos Peritos Avaliadores Oficiais de Ourivesaria e Joalharia. 




terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dá que pensar

Para ler e partilhar...

Resposta de um colega Avaliador a outro, mediante o novo regime (RJOC) por nos ser impedido de usar, como sempre usamos em folhas timbradas e cartões o símbolo que outrora nos foi indicado pela a casa da moeda, cheguei inclusive a pedir orçamento para etiquetas metálicas à INCM, sugeridas pela Eng. Helena Felgas, que colaria na certidão de avaliação. 
Se existiu uma abuso por parte de alguns Avaliadores a Contrataria devia ter averiguado e punido os tais, porque é para isso que serve a ASAE, ou a policia. A contrastaria abriu cursos e formou todo o tipo de pessoas e não se lembrou de estabelecer as regras antes? Deferir e criar protocolos, pois sabia muito bem que recentemente a formação (cara para a pouca carga horária que disponibiliza) tinha um publico alvo- os compradores em massa de ouro e outro metias em segunda mão. Segundo o meu entender, um avaliador não deve ter interesse na compra do produto que avalia, deve se ser neutro, mesmo sabendo que quem vai comprar tem que ganhar. Deve sempre dar o seu parecer técnico sobre o objeto incluindo o valor intrínseco e histórico da peça, salientando que a sua avaliação é o preço de mercado. Como vai ser possível estes colegas fazerem isso, se estão por de traz de uma balcão a comprar metal?? Vão contratar outro colega, para ir ao seu estabelecimento dar um valor à cliente? ou vão dizer " isto vale tanto mas eu só lhe posso dar isto"...
Sem falar que nos alteram o nome do titulo, sem sermos regulamentados por eles a nível de emolumentos, o que eu acho que também vai descredibilizar a atividade de Avaliador e nos reavaliam de 10 em 10 anos. Se a faculdade onde me licenciei mudar o nome do curso que tirei, poderei deixar de ser Conservadora e Restauradora e passar a a Assistente de CR?? e se o meu curso não tivesse sido certificado, poderia pedir o dinheiro de volta?? Pois é, estas duvidas pairam na cabeça de todos, e a contrastaria continua a fazer formação a mais proprietários de lojas de 2º mão dando formação , agora sim regulamentada e certificada pela ANQEP, com mais carga horária e mais barata. Enfim...


"Símbolos Nacionais - Código da Publicidade (...) "nos princípios gerais do regime geral, define em termos de licitude (artigo 7º, ponto 2 alínea a) que é proibida a publicidade que “se socorra, depreciativamente, de

instituições, símbolos nacionais ou religiosos ou personagens históricas”.

Achei um exagero a campanha da JSD a favor da utilização dos símbolos nacionais, nomeadamente da utilização da Esfera Armilar como novo símbolo de branding nos mercados internacionais, mas pior ainda é a posição da INCM sobre a questão, não só querem acabar com os "Avaliadores Oficiais" como vêm com essa arbitrariedade que é o tentar proibir os avaliadores de utilizarem a esfera armilar nas suas avaliações.

Estranho é tal atitude ter eco junto dos próprios avaliadores, escreve o nosso colega Pedro Macedo "Não é não, nós como avaliadores não representamos nenhum organismo ligado ao estado , sendo punido por lei o uso de algum símbolo publico".
Não é Não?!?! Cada um é livre de ter a sua opinião, mandar calar os outros é que não é aceitável, se conhece outra lei que não o Código da Publicidade onde esteja consagrada a utilização dos símbolos nacionais pelos portugueses que faça o favor de a citar. Estranho é dizer que "não representamos nenhum organismo ligado ao Estado", bom deduzo assim que nada do que a INCM escreve ou diz sobre os avaliadores tem fundamento legal, pois pelas suas palavras nada nos vincula a ela, que por mero acaso é detida a 100% pelo Estado Português...! Aceitar de mãos caídas todos os dislates que tiveram com a nossa profissão é uma atitude aceitável, se bem que pouco compreensível, a título individual, não por parte de uma Associação que quer representar uma classe profissional. Ainda hoje os inspectores da ASAE fizeram mais uma greve pela defesa de um estatuto de carreira profissional, nós nem um mínimo dos mínimos temos em termos de carreira, retiram-nos o nome, os emolumentos a cobrar, mandam os mais competentes para o banco da escola, rasgam o contrato jurídico que foi estabelecido quando nos empossaram como Avaliadores Oficiais, que rasguemos os diplomas, etc, e ainda vem alguém dizer que é muito bem feito e se canta o Hino Nacional é prisão com ele...!
Não e Não...!!!"

Texto de Henrique Braga e de todos nós.